Quase 79 milhões vão a votos no Vietname para eleger um novo parlamento

Quase 79 milhões vão a votos no Vietname para eleger um novo parlamento

Os eleitores do Vietname votam hoje para escolher um novo parlamento, dois meses depois de o Partido Comunista ter reeleito To Lam para o cargo político mais importante do país.

Lusa /
Thinh Nguyen - Reuters

Quase 79 milhões de eleitores em todo o país estão aptos a escolher 500 representantes entre 864 candidatos à Assembleia Nacional, que tem uma função meramente formal.

Mas muitos eleitores admitiram pouco entusiasmo.

"Sei que os cargos-chave já foram preenchidos, mas ainda espero que o meu voto conte", disse à agência de notícias France-Presse Nguyen Kim Chi, um jovem de 18 anos que votou pela primeira vez e escolheu "os candidatos jovens".

Todos os candidatos são avaliados e pré-aprovados pelo Partido Comunista, garantindo que o parlamento se mantém alinhada com a direção política do partido único.

"Não creio que o vencedor tenha qualquer impacto na minha vida", disse uma mulher que se identificou como Huyen, em Hanói.

O Partido Comunista controla rigidamente a atividade política, argumentando que a liderança centralizada permite ao Vietname perseguir objetivos de desenvolvimento a longo prazo sem interrupções.

A votação será encerrada às 19:00 (12:00 em Lisboa), mas os resultados só devem ser conhecidos depois de pelo menos uma semana.

A eleição decorre após o congresso nacional do Partido Comunista, em janeiro, que é realizado de cinco em cinco anos para definir a liderança e as prioridades políticas do país.

No congresso, To Lam foi reeleito secretário-geral, o cargo mais poderoso do sistema político do Vietname.

"Temos o apoio do povo nesta eleição", disse To Lam após votar em Hanói, descrevendo a votação como uma celebração nacional em que os cidadãos escolhem representantes para orientar o desenvolvimento e salvaguardar a soberania e a estabilidade do país.

A economia do Vietname expandiu-se rapidamente na última década, impulsionada pelas exportações de manufatura, pelo investimento estrangeiro e pelo crescente papel do país nas cadeias de abastecimento globais.

O Vietname posicionou-se como um centro de produção alternativo, à medida que as empresas diversificam as operações, afastando-se da China e atraindo grandes fabricantes de eletrónica e têxteis.

O país estabeleceu uma meta de crescimento económico anual de 10% ou mais nos próximos cinco anos, colocando o setor privado no centro de uma estratégia de aposta em indústrias de maior valor acrescentado, produção modernizada e utilização mais ampla da ciência, tecnologia e ferramentas digitais.

A economia do Vietname tem enfrentado a incerteza resultante do aumento das tensões comerciais, incluindo as tarifas impostas pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A participação eleitoral nas eleições do Vietname é frequentemente elevada, ultrapassando frequentemente os 90%.

De acordo com a imprensa estatal, 40% dos eleitores já tinham votado até ao meio-dia (05:00 em Lisboa).

 

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